Blog do Guga

7jun2012

A campanha de Guga no saibro em 2001 e o tri em Roland Garros

Em nenhuma outra temporada Guga conquistou mais títulos do que em 2001. Dos seis, a metade foi antes de Roland Garros e no saibro: em Buenos Aires, Acapulco, e Monte Carlo.

Guga ainda foi finalista em Roma, chegando a Paris com 24 vitórias e apenas 3 derrotas na terra batida (incluindo nesses números os três triunfos em quatro jogos na Copa Davis).

Com tantos bons resultados e ainda por cima liderando o ranking, Guga chegava pela primeira vez a Roland Garros com o status de favorito. Nas duas rodadas iniciais, o pupilo de Larri Passos superou tenistas argentinos: Guillermo Coria, então 25º do mundo, por 6-1, 7-5 e 6-4, e, depois, Agustin Calleri (74º), por triplo 6-4. Na terceira rodada, Guga precisou jogar quatro sets para derrotar o marroquino Karim Alami, por 6-3, 6-7 (3), 7-6 (5) e 6-2.

Mas drama, mesmo, Guga teve de superar nas oitavas de final. Diante do americano Michael Russell (122º), o brasileiro – com um winner no contrapé –  salvou um match point no terceiro set, quando o adversário sacava em 5 a 3. Após 3h25m de partida, Guga fechou por 3-6, 4-6, 7-6 (3), 6-3 e 6-1 e, com a espontaneidade que sempre foi uma de suas marcas, desenhou um coração na quadra e foi ovacionado pelo público. Desde 1927, apenas outros cinco jogadores conquistaram o título após salvar ao menos um match point.

Passado o enorme susto, Guga, tal como nos outros dois títulos em Roland Garros, teve pela frente o russo Yevgeny Kafelnikov (7º do ranking) nas quartas de final. Dessa vez, a vitória foi por 6-1, 3-6, 7-6 (3) e 6-4.

Nas semifinais, Guga encarou outro top 10: o espanhol Juan Carlos Ferrero, reeditando a final de Roma naquele ano. Foi uma das partidas mais rápidas para o tricampeão, que venceu em 2h10m, marcando 6-4, 6-4 e 6-3.

A exemplo do primeiro título em Paris, em 97, Guga foi à final contra um espanhol. Se há quatro anos o adversário era Sergi Bruguera, dessa vez quem cruzou o caminho do tricampeão foi Alex Corretja, então 13º do mundo. Guga o derrotou por 6-7 (3), 7-5, 6-2 e 6-0, em 3h12m. No ponto final, o tricampeão fez um approach na paralela, foi à rede e a bola do espanhol sequer passou para o outro lado.

Durante a premiação, Guga exibiu uma camisa que dizia, em francês: ‘Eu amo Roland Garros’.

- Ganhando ou perdendo, vestiria a camisa – disse o tricampeão.

Ao todo, foram cinco títulos de Guga no saibro em 2001 (o outro foi em Stuttgart) e um em quadra rápida, no Masters Series de Cincinnati. Um ano, realmente, memorável.

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