Guga e o bicampeonato em Roland Garros, em 2000
Ao contrário de 1997, quando era apenas o 66º do mundo e não figurava entre os favoritos em Roland Garros, Guga desembarcou em Paris em 2000 com a confiança em alta. Afinal, naquela temporada, ele vencera em Santiago e o Masters Series de Hamburgo, além de ter chegado à final em Roma.
No início de março, no torneio chileno, Guga – então número 6 do mundo - derrotou o francês Jean-Renê Lisnard, o búlgaro Orlin Stanoytchev, o argentino Agustín Calleri e o espanhol Albert Portas. O título veio com vitória sobre o argentino Mariano Puerta, por 7-6 (3) e 6-3. Em Santiago, Guga foi campeão sem perder sets.
Já no Masters Series de Hamburgo, em maio, duas semanas antes de Roland Garros, Guga estreou com vitória sobre o marroquino Karim Alami. Depois, passou pelo francês Sebastien Grosjean, pelo sul-africano Wayne Ferreira, pelo sueco Magnus Norman (então número 4 do mundo) e pelo romeno Andrei Pavel. A decisão equilibradíssima foi contra o russo Marat Safin: Guga o derrotou por 6-4, 5-7, 6-4, 5-7 e 7-6 (3).
O título no torneio alemão rendeu a Guga uma posição no ranking. Já como o quinto do mundo, ele iniciou a campanha do bicampeonato em Roland Garros batendo o sueco Andreas Vinciguerra (53º do ranking), por 6-0, 6-0 e 6-3. Na segunda rodada, quem ficou pelo caminho foi o argentino Marcelo Charpentier (230º): 7-6 (5), 6-2 e 6-2. Ex-número 2 do mundo e então 33º do ranking, o americano Michael Chang foi o obstáculo que Guga teve que passar na segunda rodada: 6-3, 6-7(9), 6-1 e 6-4. O amigo equatoriano Nicolas Lapentti (11º do mundo) foi eliminado por Guga nas oitavas de final, por 6-3, 6-4 e 7-6(4).
Tal como em 97, Guga derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov (então número 4 do mundo) nas quartas de final. Dessa vez, por 6-3, 3-6, 4-6, 6-4 e 6-2. Depois, em mais uma virada após estar perdendo por 2 sets a 1, o brasileiro desbancou o espanhol Juan Carlos Ferrero (16º do mundo, que conquistaria o título três anos depois): 7-5, 4-6, 2-6, 6-4 e 6-3.
Na decisão, Guga teve pela frente o então número 3 do mundo, o sueco Magnus Norman. Era o sexto jogo entre os dois e Guga vinha de três vitórias diante do adversário. Só naquele ano, os dois já haviam se enfrentado duas vezes: o sueco levou a melhor na decisão de Roma, por 6-3, 4-6, 6-4 e 6-4, e Guga o derrotara em Hamburgo. E na final em Paris, mais um triunfo de Guga, por 6-2, 6-3, 2-6 e 7-6 (6), numa batalha de 2h44m.








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