Blog do Guga

26mar2013

Relembre os principais jogos entre Guga e Agassi

Guga em ação contra Agassi no Maracanãzinho

Neste e nos próximos posts, vamos relembrar jogos do tricampeão de Roland Garros contra  seus principais adversários. Ao longo de seus 13 anos como profissional, Guga teve pela frente alguns dos maiores nomes da história do tênis. E um deles, sem dúvida, foi o americano Andre Agassi.
- Quando fui aos Estados Unidos pela primeira vez, já fui comprar as roupas coloridas que ele usava. É um cara que me inspirou muito. Depois, ele se tornou um adversário, mas sempre teve uma importância muito grande na minha carreira. Foi um privilégio ser um contemporâneo. Ele continua surpreendendo, sendo um grande exemplo para mim – disse Guga, em 2010.

Um dos poucos a vencer os quatro Grand Slams, Agassi colecionou oito títulos de torneios neste nível e, além do talento, cativou fãs ao redor do mundo com seu carisma. Ele e Guga se enfrentaram, como profissionais, 11 vezes.

O primeiro duelo entre os dois foi em Memphis, nos EUA, em fevereiro de 1997, quatro meses antes do brasileiro erguer o primeiro de seus três troféus em Roland Garros. Apesar de ter sido em quadra rápida, uma especialidade do anfitrião, Guga não se intimidou, quebrou o saque do adversário três vezes e venceu por 6-2 e 6-4, em 1h04m de partida. Era a primeira vez que o irmão de Rafael Kuerten, então 83º do mundo, vencia um top 20 na carreira. Na época, o americano ocupava o 14º lugar no ranking da ATP.

Seis meses depois, já campeão de Roland Garros, o brasileiro voltou a enfrentar Agassi, novamente nos EUA e na quadra dura. Desta vez, na estreia no Masters Series de Cincinnati. Já como o 10º do mundo, Guga derrotou o então 33º do ranking por 6-3 e 6-1.

Depois de perder os dois primeiros jogos para o tenista catarinense, Agassi emplacou quatro vitórias seguidas: em San Jose, em 98, e em Wimbledon, Cincinnati e Copa do Mundo, no ano seguinte.

Mas, em março de 2000, o brasileiro reviveu o filme de 97, derrotando a lenda americana, nos EUA, em sets diretos e na quadra rápida. Agora, nas semifinais do Masters Series de Miami: 6-1 e 6-4.

O ano de 2000 ainda reservaria dois jogaços entre Guga e Agassi, ambos na Masters Cup de Lisboa. O americano levou a melhor na estreia, por 4-6, 6-4  e 6-3. Mas, numa final épica, em que, segundo a mídia especializada, foi sua melhor atuação em quadra rápida na carreira, o brasileiro foi impecável e não deu chances ao adversário. A vitória por triplo 6-4, em 2h06m, está, certamente, ainda viva na memória dos fãs de Guga ao redor do mundo. Não só por ter sido contra um dos maiores nomes da história. Mas, principalmente, pelo fato de levar o brasileiro pela primeira vez ao topo do ranking mundial, tornando-se até hoje o único sul-americano a terminar uma temporada naquela posição.

Aquele foi o último triunfo do então bicampeão de Roland Garros sobre Agassi. Depois da histórica batalha no Pavilhão Atlântico, na capital portuguesa, eles voltaram a se enfrentar outras duas vezes, com vitórias do americano, ambas em Los Angeles (em 2001 e 2002).

Abaixo, algumas curiosidades desse que foi um dos maiores clássicos do tênis nas últimas décadas:

- Todas as quatro vitórias de Guga sobre Agassi foram em quadra dura e em sets diretos.

- Os dois nunca se enfrentaram, profissionalmente, no saibro.

- Agassi venceu 7 dos 11 duelos contra Guga.

- Em Masters Series, foram três jogos, com duas vitórias do tricampeão de Roland Garros.

- O americano levou a melhor no único duelo em Grand Slams, em Wimbledon.

- Em dezembro de 2010, para comemorar os 10 anos da conquista da Masters Cup de Lisboa, Guga voltou a enfrentar o americano, desta vez em uma exibição, num Maracanãzinho lotado. O anfitrião venceu por 7-5 e 7-6 (5).

Relembre os principais jogos entre Guga e Agassi
11mar2013

Tricampeão de Roland Garros se recupera de nova cirurgia no quadril

Guga durante exibição contra Lapentti, na SGK 2012 - Crédito: Hermes Bezerra

Gustavo Kuerten foi submetido, no último final de semana, a um implante de uma prótese de quadril, para solucionar definitivamente a lesão responsável por sua despedida do circuito profissional, em 2008. O ex-número 1 do tênis mundial está sendo atendido pela equipe chefiada pelo Dr. Richard Canella, cirurgião responsável pelo procedimento, realizado em Florianópolis.
Segundo o Dr. Canella, que divulgou há pouco o último boletim médico, “os controles radiográficos comprovam que a cirurgia no quadril direito foi um sucesso. Correu tudo muito bem e dentro de seis meses o Guga poderá voltar às quadras”, declarou.
Mesmo convivendo frequentemente com dores, Guga continuou disputando os torneios, e finalizou a carreira com 20 títulos no circuito mundial da ATP, entre eles três Grand Slams (Roland Garros), uma Master Cup e cinco Masters Series. Além de ter alcançado a liderança do ranking mundial em dezembro de 2000, posição ocupada por 43 semanas. Nas primeiras cirurgias os médicos removeram a cartilagem desgastada da região e um problema ósseo.
Desta vez, a equipe médica optou pelo implante de uma prótese de titânio com superfície de atrito em cerâmica. “Nossa intenção é de que o Guga volte a jogar tênis livre das dores que o incomodavam e limitavam suas atividades”, explicou o Dr. Richard Canella. Gustavo Kuerten deve destinar os próximos meses a sua total recuperação.

Tricampeão de Roland Garros se recupera de nova cirurgia no quadril
27fev2013

Guga e os títulos em simples e duplas em Acapulco, há 12 anos

Guga em ação na SGK 2012,c ontra Lapentti - Crédito: Hermes Bezerra

 
Em fevereiro de 2001, Guga viveu, ou melhor, venceu uma verdadeira maratona no saibro. Três dias após conquistar o título em Buenos Aires, o brasileiro iniciou a campanha em Acapulco. E chegou sob pressão, já que precisava alcançar, no mínimo, às semifinais para seguir no topo do ranking mundial.

Mas confiança era o que não faltava para o irmão de Rafael Kuerten erguer mais um troféu em seu piso preferido. Afinal, Guga já somava 20 vitórias seguidas na terra batida. E a receptividade por parte da torcida local só fez aumentar sua confiança:

- Estou me sentindo como se estivesse em casa. Os mexicanos são como os brasileiros e estou muito feliz de estar aqui. Aqui também não tem nada muito fácil. Pegar o (Felix) Mantilla logo no primeiro jogo é duro. O que eu tenho que fazer é continuar jogando da maneira que joguei em Buenos Aires, fazendo os meus golpes e usando muito da garra e da confiança – contou Guga, que acabou vencendo o espanhol por 6-4 e 6-1.

Fim de jogo, o brasileiro comemorou o primeiro obstáculo vencido em Acapulco:
- Jogar contra o Mantilla sempre é difícil e na verdade me saí melhor do que esperava e durante todo o jogo só joguei um game no meu saque que não foi muito bom. Ainda falta muito para saber se vou longe nesse torneio também, mas me sinto cada vez mais confiante e sei que se chegar até as quartas de final me torno mais perigoso ainda – analisou.

Na sequência do torneio, o então bicampeão de Roland Garros eliminou dois compatriotas. Primeiro, Alexandre Simoni, derrotado por 6-4 e 6-0. Já nas quartas de final, Guga vencia o amigo Fernando Meligeni por 6-7 (3), 6-3 e 3-2, quando dores nas costas fizeram o 100º do mundo desistir do jogo, que chegou a ser interrompido por mais de uma hora, por conta da chuva. Naquela campanha, aliás, apenas Fininho tirou set do campeão.

O adversário do número 1 do mundo nas semifinais foi outro especialista no saibro, o argentino Guillermo Cañas. E o brasileiro venceu sem maiores problemas, por 6-1 e 6-4.

Na decisão, Guga teve pela frente o espanhol Galo Blanco, que vinha embalado pela vitória sobre o compatriota Carlos Moyá nas semifinais. O título veio após 1h22m de partida e vitória por 6-4 e 6-2.

Campeão também nas duplas em Acapulco naquele ano (ao lado do americano Donald Johnson), o líder do ranking mundial festejou as proezas:
- Começar a temporada desta maneira, ganhando dois torneios e a dupla junto vai me dar muita confiança para os próximos torneios e também para a temporada de saibro.

Dito e feito. Ainda em 2001, Guga faturou os Masters Series de Monte Carlo e Cincinnati, o ATP de Stuttgart e entrou para a história ao sagrar-se tricampeão de Roland Garros. Foi a temporada em que ele venceu mais torneios: seis.

Guga e os títulos em simples e duplas em Acapulco, há 12 anos
21fev2013

Guga, o título em Buenos Aires em 2001 e o retorno ao topo

Guga na exibição contra Djokovic, no Maracanãzinho - Crédito: Rosane Bekierman

O segundo título de Guga na América do Sul, em Buenos Aires, em 2001, teve um sabor especial. Afinal, as cinco vitórias na capital argentina naquele ano levaram o brasileiro de volta ao topo do ranking mundial.

Então bicampeão de Roland Garros, Guga chegou a Buenos Aires como o número 2 do mundo e com 15 vitórias seguidas no saibro (seis em Hamburgo, sete no saibro parisiense, em 2000, e duas na Copa Davis, contra o Marrocos, em fevereiro de 2001). Na estreia no torneio portenho, a vitória foi sobre o australiano Richard Fromberg, por 6-2 e 7-6 (3).

- Senti um pouco de falta de ritmo, mas posso dizer que aproveitei minha estreia. É muito gostoso jogar com um estádio cheio desta maneira, dá mais motivação e te faz querer mostrar o seu melhor tênis – disse o brasileiro, logo após a estreia.

Na segunda rodada, outro triunfo em sets diretos: 6-2 e 6-4 diante do tcheco Jiri Vanek.

Já nas quartas de final, Guga teve que se superar para derrotar, de virada, o anfitrião Guillermo Cañas, por 0-6, 6-1 e 6-2.

- Foi uma vitória da garra. Senti muito o calor e a mudança de horário. Tive de colocar muita garra para virar esse jogo e o mais importante foi que venci. Esta vitória determina minha primeira semi deste ano e acho que as coisas agora começaram a dar certo – comemorou o catarinense.

Nas semifinais, outra vitória de virada, contra mais um especialista no saibro: o espanhol Fernando Vicente, por 4-6, 6-2 e 6-2.

Apesar de enfrentar, na final, um tenista da casa, Jose Acasuso, o ex-líder do ranking mundial recebeu o apoio de boa parte dos torcedores. E, sem maiores problemas, ficou com o título após vencer por 6-1 e 6-3.

Fim de jogo, o campeão – que disputava pela primeira vez o torneio – comemorou o título e a volta ao topo do ranking:

- Estou muito feliz por tudo isso que aconteceu. Deixei o carnaval brasileiro por uma coisa boa, que era jogar e tentar ganhar aqui. Havia bons jogadores e sabia que não seria fácil vencer. Ganhar um título e voltar ao topo é muito legal. Nunca tive um começo de ano tão bom  – disse Guga, que, no ano anterior, conquistara o primeiro título na América do Sul, em Santiago.

A temporada de 2001 foi a que o brasileiro ergueu o maior número de troféus: seis. Uma semana após Buenos Aires, Guga sagrou-se campeão em Acapulco, aumentando para 25 partidas sua invencibilidade no saibro. Em abril, o ex-número 1 do mundo triunfou em Monte Carlo. Sua maior façanha naquele ano, o tri em Roland Garros, foi conquistada em junho. No mês seguinte, em Stuttgart, nova proeza no saibro. Em agosto daquele ano quase perfeito, o brasileiro conquistou o Masters Series de Cincinnati, na quadra rápida.

Guga, o título em Buenos Aires em 2001 e o retorno ao topo
15fev2013

Relembre o bicampeonato de Guga no Brasil Open e sua despedida

Guga em exibição contra Lapentti, na última SGK - Crédito: Hermes Bezerra

Dois anos após conquistar o primeiro título na Costa do Sauípe, na quadra rápida, Guga voltou a fazer a festa da torcida no Brasil Open, em 2004. Aquela foi a primeira vez que o torneio passou a ser disputado no saibro.

Então número 17 do mundo, o brasileiro chegou ao torneio com quatro vitórias em seis jogos na terra batida naquele ano. Duas semanas antes de chegar ao Sauípe, o tricampeão de Roland Garros foi finalista em Viña del Mar.

Para se tornar o primeiro bicampeão do Brasil Open, Guga teve que derrotar um espanhol, três argentinos e um francês.  O primeiro adversário foi Oscar Hernandez, especialista no saibro e representante da Armada Espanhola. A vitória do tricampeão de Roland Garros foi de virada, por 3-6, 6-2 e 6-3.

O francês Richard Gasquet, que na época era o número 85 do mundo, cruzou o caminho do anfitrião nas oitavas de final. E perdeu por 7-6 (3) e 6-3.

Para alcançar pela terceira vez consecutiva as semifinais no Sauípe, foi preciso voltar a vencer de virada. Numa partida equilibradíssima, que durou 2h27m, o brasileiro salvou quatro de sete break points do adversário e levou a melhor sobre o argentino Franco Squillari (133º do ranking mundial), por 3-6, 7-5 e 7-5. Nesse jogo, o bicampeão foi preciso nos momentos decisivos, convertendo quatro das cinco chances que teve para quebrar o saque do rival.

Passada a dificuldade da rodada anterior, Guga conquistou uma vitória em sets diretos, nas semifinais, contra outro argentino e especialista no saibro: Jose Acasuso (92º do mundo), por 6-4 e 6-3.

Tal como em 2002, o ex-líder do ranking mundial precisaria derrotar um ‘hermano’ para fazer a festa da torcida no Sauípe. Se dois anos antes o adversário foi Guillermo Coria, naquela temporada Guga teve pela frente Agustin Calleri (então número 21 do ranking), que vinha embalado e derrotara quatro especialistas na terra batida no Sauípe: o compatriota Juan Ignacio Chela, os espanhóis Fernando Verdasco e Albert Portas e o peruano Luis Horna.

Sem vencer um torneio no saibro desde Stuttgart, em 2001, o irmão de Rafael Kuerten teve, novamente, na torcida, uma grande aliada na decisão. Em vários momentos, alguns torcedores chegaram a provocar Calleri, que não escondia a irritação. Depois de vencer por 3-6, 6-2 e 6-3, o bicampeão do Brasil Open agradeceu o apoio que veio das arquibancadas:

- Estou tremendo até agora. Uma conquista aqui vale muito. Estou emocionado e feliz em ver toda essa gente vibrando. A torcida realmente me ajudou bastante – reconheceu Guga, ao conquistar seu vigésimo e último título de simples.

Vencer no Brasil sempre teve um sabor especial para o ex-líder do ranking mundial:

- Não importa o valor do prêmio, o número de pontos, tudo isso fica em segundo plano. Vale a emoção de ganhar um título no Brasil. É como se fosse um Grand Slam, um troféu de Roland Garros – comparou o ídolo.

Em sete participações no Brasil Open, o bicampeão somou 14 vitórias e cinco derrotas.

A DESPEDIDA EM 2008 – E, quatro anos após conquistar o segundo troféu no Sauípe, Guga se despediu das quadras brasileiras após ser superado pelo argentino Carlos Berlocq na estreia. Seu discurso de despedida, carregado de emoção, levou às lágrimas os fãs:

- Isso daqui é mais difícil do que ganhar Roland Garros pra mim. É muita coisa inesperada, muita emoção. Antes de entrar na quadra vieram todas as lembranças que o tênis me trouxe. E, cada dia que passa, vejo que o tênis simboliza a minha vida. Amei esse esporte, vivi intensamente os anos que pude jogar o meu melhor e ainda mais intensamente os anos em que tive minhas maiores dificuldades. Hoje saio feliz, satisfeito e muito orgulhoso pelo carinho que consegui conquistar de vocês. Nos meus maiores sonhos vinha Wimbledon, vinha Roland Garros, mas todas essas homenagens, essa participação em massa, todo mundo vindo aqui pra me ver jogar, isso nunca passou pela minha cabeça. Agradeço também à minha família, pessoas que sempre foram importantes do meu lado, e também, ao cara que, pra mim, é muito mais gênio do que eu, o Larri. Então, aproveito para agradecer a vocês. Não é que eu não queira jogar mais, peço desculpas a vocês, mas é que, realmente, não consigo mais. Obrigado, galera!

Com esse discurso, Guga resumia uma carreira que durou 13 anos e que tantas alegrias e emoções proporcionou aos fãs de todo o mundo.

Relembre o bicampeonato de Guga no Brasil Open e sua despedida
13fev2013

Há 11 anos Guga comemorava título inédito no Brasil Open

Guga durante exibição na Semana Guga – Crédito: Hermes Bezerra

Começou, na última segunda-feira, o Brasil Open, em São Paulo. Guga viveu (e proporcionou) grandes emoções nesse torneio.

Único jogador a vencer a competição em dois pisos diferentes, o ex-líder do ranking mundial ergueu o troféu pela primeira vez em 2002, na segunda edição do Brasil Open.

Então número 55 do mundo e depois de já ter feito a primeira cirurgia no quadril, Guga estreou naquele ano, na Costa do Sauípe, vencendo o austríaco Julian Knowle por 6-4 e 6-2. Na rodada seguinte, outra vitória sem problemas: 6-0 e 7-5 sobre o americano Mashiska Washington.

Nas quartas, o ídolo brasileiro levou a melhor sobre o argentino Gaston Etlis por 7-6 (5) e 6-1. O tricampeão de Roland Garros só foi perder o primeiro set naquele ano no Sauípe nas semifinais, quando superou o paraguaio Ramon Delgado: 6-4, 6-7 (2) e 6-3.

A primeira final de Guga no Brasil Open foi, certamente, uma das mais emocionantes de sua carreira. Após 3h30m e salvar um match-point, o ex-número 1 do mundo ganhou do argentino Guillermo Coria por 6-7 (4), 7-5 e 7-6 (2). Foi o 17º dos 20 títulos do brasileiro na carreira, o quarto em quadra rápida.

Relembre, no próximo post, a campanha do segundo troféu de Guga no Brasil Open, em 2004.

Há 11 anos Guga comemorava título inédito no Brasil Open
7fev2013

O campeão Guga e o carnaval de vitórias em Santiago, há 13 anos

Guga em ação na partida-exibição contra Lapentti, na Semana Guga de 2012 - Crédito: Hermes Bezerra

Começou, na última segunda-feira, o ATP 250 de Viña Del Mar, no Chile. Um dos torneios que compõem a gira latino-americana do saibro (como o Brasil Open, e os ATP’s de Buenos Aires e Acapulco), o evento reúne alguns dos principais nomes do tênis mundial. Pois, em 2000, disputado em Santiago, o torneio foi vencido por Guga, que sequer perdeu sets naquela campanha, erguendo seu sexto título na carreira.

Então número 6 do mundo, posição que dentro de poucos meses culminaria na liderança do ranking mundial, Guga chegara à capital chilena após ter disputado apenas quatro jogos no saibro naquele ano: no início de fevereiro, em Floripa, no confronto contra os franceses pela Copa Davis, venceu Jerome Golmard e perdeu para Nicolas Escudé (nesta derrota, o duelo já estava definido, a favor da equipe brasileira). No mesmo mês, na Cidade do México, o ídolo brasileiro venceu o argentino Gaston Etlis na estreia, mas foi superado por Juan Ignacio Chela, também da Argentina, na rodada seguinte.

O primeiro a cruzar o caminho de Guga em Santiago foi Jean-Renê Lisnard, derrotado por 7-5 e 6-1. Na rodada seguinte, o brasileiro passou pelo búlgaro Orlin Stanoytchev (6-3 e 6-4).

A partir das quartas de final, o ex-número 1 do mundo levou a melhor sobre três especialistas no saibro. Nas quartas, o eliminado foi o argentino Agustin Calleri, superado por 6-4 e 6-1.  Para avançar à grande final, Guga quebrou a escrita de ter perdido os dois primeiros duelos contra o espanhol Albert Portas, na sequência. A vitória foi por 6-4 e 7-6 (6)

E, na final, Guga encaixou 18 aces e superou o argentino Mariano Puerta por 7-6 (3) e 6-3, após 1h38m .

Após a decisão, o campeão do torneio chileno disse:
- Esse foi o meu carnaval. Estava precisando de um torneio como este de Santiago para ganhar confiança e dar início a um novo momento na temporada. Nem consigo falar muito, pois estou cansado até para comemorar, pois nunca havia vencido em um dia os torneios de simples e duplas – comemorou o ex-líder do ranking mundial, que fez parceria no torneio com o curitibano Antonio Prieto. Juntos, os dois venceram quatro jogos no evento chileno.

Realmente, como previra, o troféu em Santiago, o primeiro de Guga em 2000, injetou a confiança que ele precisava para brilhar tanto naquele ano. Em maio, veio o título em Hamburgo, no mês seguinte fez história ao sagrar-se bicampeão de Roland Garros e, em agosto, faturou o Torneio de Indianápolis. A temporada praticamente perfeita de Guga foi coroada com a conquista da Masters Cup de Lisboa, que o levou, no dia 4 de dezembro daquele ano, ao cobiçadíssimo topo do ranking mundial.

O campeão Guga e o carnaval de vitórias em Santiago, há 13 anos